Paper Files / Research
Metodologias Operacionais para Pesquisa em Segurança de Sistemas em Redes TCP/IP: Modelagem de Ameaças, Detecção de Intrusão e Exploração de Vulnerabilidades em Ambientes UNIX Conectados à ARPANET
A rápida expansão de redes baseadas em TCP/IP ao longo da década de 1980, impulsionada pela transição da ARPANET para a NSFNET e pela crescente interconexão de sistemas UNIX acadêmicos e governamentais, introduziu um novo conjunto de desafios de segurança operacional. Incidentes amplamente documentados — incluindo a propagação do worm de Morris em 1988 — demonstraram que mecanismos tradicionais de controle de acesso e auditoria de sistemas eram insuficientes para lidar com adversários capazes de explorar vulnerabilidades em serviços de rede amplamente implantados, como `sendmail`, `fingerd` e mecanismos de confiança `rsh`. Este trabalho apresenta uma análise sistemática das metodologias de pesquisa aplicadas à segurança de sistemas conectados em rede, com foco particular na modelagem formal de ameaças, experimentação controlada em ambientes UNIX e avaliação empírica de mecanismos de detecção de intrusão. Inicialmente, revisamos a literatura fundacional sobre segurança de sistemas, incluindo os modelos formais Bell–LaPadula e Biba, bem como os princípios de projeto seguro descritos por Saltzer e Schroeder. Em seguida, analisamos as primeiras arquiteturas de detecção de intrusão desenvolvidas no final da década de 1980, como o Intrusion Detection Expert System (IDES) e o sistema Haystack, enfatizando seus métodos estatísticos para detecção de anomalias em trilhas de auditoria. A partir dessa base teórica, propomos uma metodologia experimental para investigação de vulnerabilidades em serviços de rede TCP/IP, incluindo instrumentação de tráfego com `tcpdump`, análise de logs de sistemas UNIX e reconstrução de vetores de exploração baseados em transbordamentos de buffer e abuso de relações de confiança. A contribuição principal deste estudo reside na integração entre análise formal, experimentação prática e observação empírica de tráfego de rede, resultando em um arcabouço de pesquisa aplicável tanto a ambientes acadêmicos quanto a infraestruturas governamentais conectadas à NSFNET. Demonstramos, por meio de experimentos controlados, que padrões estatísticos derivados de atividades de usuários podem distinguir comportamentos normais de atividades intrusivas com precisão mensurável. Além disso, avaliamos a eficácia de mecanismos defensivos como restrições de serviços, monitoramento de logs e segmentação de redes. Os resultados indicam que uma abordagem metodológica rigorosa — combinando coleta de telemetria de rede, modelagem probabilística de comportamento e análise manual de vulnerabilidades — constitui uma base sólida para a pesquisa em segurança de sistemas distribuídos. Finalmente, discutimos limitações dos mecanismos atuais e delineamos direções futuras de pesquisa, incluindo monitoramento em tempo real de tráfego TCP/IP e integração mais estreita entre auditoria de host e análise de rede.
- Introduction
A interconexão crescente de sistemas computacionais durante a década de 1980 transformou profundamente o cenário de segurança da informação. O que inicialmente era um conjunto relativamente restrito de sistemas conectados à ARPANET evoluiu para uma infraestrutura muito mais ampla, envolvendo universidades, laboratórios governamentais e centros de pesquisa conectados por meio da NSFNET. Essa expansão trouxe benefícios substanciais para colaboração científica, compartilhamento de recursos computacionais e comunicação eletrônica. Contudo, também ampliou drasticamente a superfície de ataque disponível a adversários capazes de explorar vulnerabilidades em protocolos e serviços de rede.
Historicamente, os mecanismos de segurança em sistemas computacionais foram projetados com foco predominante em ambientes isolados ou em redes de confiança limitada. Trabalhos pioneiros como o relatório RAND de Ware (WARE, 1970) e o modelo de segurança multinível Bell–LaPadula (BELL; LAPADULA, 1973) enfatizavam o controle de acesso e a confidencialidade de dados em ambientes governamentais classificados. Embora esses modelos tenham fornecido bases teóricas importantes, eles não abordavam adequadamente ameaças provenientes de redes amplamente interconectadas.
A emergência de incidentes reais evidenciou essas lacunas. Um exemplo particularmente notável ocorreu em novembro de 1988, quando um worm autorreplicante explorou vulnerabilidades em serviços UNIX amplamente utilizados, incluindo o modo de depuração do sendmail e um erro de transbordamento de buffer no daemon fingerd. O incidente resultou na paralisação de milhares de sistemas conectados à Internet nascente e motivou uma onda significativa de pesquisas em segurança de redes (SPAFFORD, 1989; EICHIN; ROCHLIS, 1989).
Em resposta a esses eventos, pesquisadores passaram a investigar métodos sistemáticos para detecção de intrusões e análise de comportamento anômalo em sistemas computacionais. O trabalho seminal de Dorothy Denning (DENNING, 1987) propôs um modelo estatístico para detecção de intrusões baseado em análise de trilhas de auditoria, enquanto sistemas experimentais como o IDES (Intrusion Detection Expert System) procuraram operacionalizar esses conceitos em ambientes reais.
Apesar desses avanços, ainda existe uma lacuna significativa entre teoria e prática na condução de pesquisas em segurança operacional. Muitos estudos concentram-se em modelos formais abstratos, enquanto incidentes reais frequentemente exploram detalhes específicos de implementação em sistemas operacionais e protocolos de rede.
Este artigo busca preencher essa lacuna propondo uma metodologia integrada de pesquisa em segurança de sistemas conectados por TCP/IP. Nosso enfoque combina:
- modelagem formal de ameaças,
- experimentação prática em ambientes UNIX,
- análise empírica de tráfego de rede,
- avaliação estatística de mecanismos de detecção.
A hipótese central deste trabalho é que a integração dessas abordagens permite compreender melhor tanto os vetores de ataque quanto os mecanismos defensivos em redes distribuídas.
Ao longo do artigo, descrevemos o desenvolvimento de um ambiente experimental que simula serviços típicos de redes acadêmicas conectadas à NSFNET, incluindo servidores sendmail, ftp, telnet e finger. Utilizando instrumentação de rede e análise de logs de sistema, conduzimos experimentos controlados para observar padrões de atividade legítima e intrusiva.
Os resultados demonstram que mesmo mecanismos relativamente simples de monitoramento podem fornecer indicadores úteis de comportamento anômalo quando combinados com modelos estatísticos apropriados.
- Background and Related Work
A pesquisa em segurança de sistemas possui raízes profundas na literatura de sistemas operacionais e teoria da informação. Um dos primeiros estudos abrangentes foi conduzido por Ware (1970), que analisou vulnerabilidades estruturais em sistemas compartilhados por múltiplos usuários. Esse trabalho destacou a importância de mecanismos de controle de acesso robustos e auditoria de atividades.
Posteriormente, Bell e LaPadula (1973) introduziram um modelo formal de controle de acesso baseado em níveis de classificação. O modelo define duas propriedades fundamentais:
- simple security property: um sujeito não pode ler dados classificados em nível superior
- -property: um sujeito não pode escrever dados em nível inferior
Essas regras podem ser formalmente representadas como restrições em uma relação de acesso:
$$ \text{permitido}(s,o) = \begin{cases} 1 & \text{se } L(s) \ge L(o) \ 0 & \text{caso contrário} \end{cases} $$
onde $L(s)$ representa o nível de segurança do sujeito e $L(o)$ o nível do objeto.
Embora eficaz para preservar confidencialidade, o modelo Bell–LaPadula não aborda explicitamente integridade ou ataques baseados em exploração de software.
Posteriormente, Biba (1977) propôs um modelo complementar focado em integridade de dados. Nesse modelo, as regras principais são inversas às do Bell–LaPadula, restringindo operações de escrita e leitura de forma a prevenir contaminação de dados de alta integridade.
Outro avanço conceitual significativo foi apresentado por Saltzer e Schroeder (1975), que estabeleceram princípios fundamentais de projeto seguro, incluindo:
- economia de mecanismo
- separação de privilégios
- mediação completa
- design aberto
Esses princípios permanecem relevantes para análise de segurança em sistemas UNIX contemporâneos.
Sistemas iniciais de detecção de intrusão
A partir da década de 1980, pesquisadores começaram a explorar métodos para detectar intrusões com base em análise de comportamento.
Denning (1987) propôs um modelo geral de detecção de intrusão baseado em análise estatística de eventos de auditoria. O modelo define perfis de comportamento normal para usuários e sistemas, permitindo identificar desvios significativos.
Diversos sistemas experimentais foram desenvolvidos com base nesse conceito.
| Sistema | Instituição | Método principal | Ano |
|---|---|---|---|
| IDES | SRI International | Regras + estatística | 1987 |
| Haystack | Lawrence Livermore | Análise de logs | 1988 |
| NADIR | Los Alamos | Anomalia estatística | 1989 |
Esses sistemas analisam trilhas de auditoria geradas por sistemas operacionais, buscando padrões associados a atividades suspeitas, como:
- tentativas repetidas de login
- execução incomum de comandos privilegiados
- acesso a arquivos sensíveis
Vulnerabilidades em serviços de rede
O crescimento da Internet acadêmica levou à implantação generalizada de serviços de rede em sistemas UNIX. Muitos desses serviços foram desenvolvidos com foco em funcionalidade, não em segurança.
Entre os exemplos mais relevantes encontram-se:
| Serviço | Porta | Função | Problemas históricos |
|---|---|---|---|
SMTP (sendmail) |
25 | correio eletrônico | modo debug explorável |
Finger (fingerd) |
79 | consulta de usuários | vulnerável a overflow |
| RSH | 514 | execução remota | confiança baseada em host |
O worm de 1988 explorou múltiplos desses vetores simultaneamente, demonstrando o potencial de propagação automática em redes amplas.
- Threat Model and Problem Formalization
Para conduzir pesquisa experimental consistente em segurança de redes, é necessário definir explicitamente um modelo de ameaça.
Consideramos um adversário com as seguintes capacidades:
- acesso remoto via TCP/IP
- conhecimento público de protocolos
- capacidade de enviar entradas malformadas para serviços de rede
- acesso limitado a contas comprometidas
O objetivo do adversário é obter acesso privilegiado ou propagar código malicioso entre sistemas.
Formalmente, podemos modelar um sistema como um grafo:
$$ G = (H, S, C) $$
onde:
- $H$ representa o conjunto de hosts
- $S$ representa serviços de rede
- $C$ representa conexões TCP/IP
Uma vulnerabilidade em um serviço $s \in S$ pode permitir que um atacante transforme acesso remoto em execução de código local.
A probabilidade de intrusão bem-sucedida pode ser aproximada como:
$$ P(I) = 1 - \prod_{i=1}^{n}(1 - p_i) $$
onde $p_i$ representa a probabilidade de exploração de cada vulnerabilidade independente.
Esse modelo simplificado permite avaliar risco agregado em redes com múltiplos serviços expostos.
- Proposed Methodology
A metodologia proposta neste estudo combina três componentes principais:
- coleta de tráfego de rede
- análise de logs de sistema
- experimentos de exploração controlada
Instrumentação de rede
Para observar atividades de rede em tempo real utilizamos o utilitário tcpdump, desenvolvido no final da década de 1980 para captura de pacotes em redes Ethernet.
Exemplo de captura de tráfego associado a serviços sensíveis:
tcpdump -i le0 -n 'tcp port 25 or tcp port 79 or tcp port 514'
Essa captura permite identificar conexões relacionadas a SMTP, Finger e RSH.
Análise de logs
Logs de autenticação e atividade de comandos são coletados de arquivos como:
/usr/adm/messages/usr/adm/wtmp/usr/adm/sulog
Esses dados são processados para construção de perfis de comportamento de usuários.
Modelagem estatística
Para cada usuário definimos métricas como:
- frequência de login
- duração média de sessão
- número de comandos executados
O desvio estatístico pode ser calculado por:
$$ z = \frac{x - \mu}{\sigma} $$
onde:
- $x$ é a observação atual
- $\mu$ é a média histórica
- $\sigma$ é o desvio padrão
Valores elevados de $|z|$ indicam comportamento potencialmente anômalo.
- Implementation
O ambiente experimental foi construído utilizando estações de trabalho Sun baseadas em SunOS e hosts VAX executando BSD UNIX.
A rede experimental consistia em:
| Tipo de sistema | Quantidade | Sistema operacional |
|---|---|---|
| Sun Workstation | 6 | SunOS 4.x |
| VAX | 3 | BSD 4.3 |
| Gateway TCP/IP | 1 | UNIX |
Serviços habilitados incluíam:
sendmailftpdtelnetdfingerd
Para análise de tráfego, um host dedicado executava tcpdump conectado a um segmento Ethernet compartilhado.
Teste de exploração controlada
Para avaliar comportamento de serviços vulneráveis, realizamos testes controlados contra o servidor SMTP.
Exemplo de sessão SMTP explorando modo debug historicamente presente em algumas configurações de sendmail:
telnet target.host 25
HELO attacker
DEBUG
MAIL FROM:<test@host>
RCPT TO:<"|/bin/sh">
DATA
test
.
QUIT
Embora muitas instalações tenham desabilitado essa funcionalidade após 1988, sistemas mal configurados ainda podem apresentar comportamento semelhante.
- Experimental Evaluation
Durante um período de observação de quatro semanas, coletamos aproximadamente 2.3 milhões de pacotes TCP/IP e mais de 40 mil eventos de login.
Distribuição de tráfego por serviço
| Serviço | Conexões observadas | Percentual |
|---|---|---|
| SMTP | 41,220 | 38% |
| FTP | 29,510 | 27% |
| Telnet | 24,880 | 23% |
| Finger | 12,940 | 12% |
O tráfego SMTP representou a maior fração, refletindo a importância do correio eletrônico em redes acadêmicas.
Eventos anômalos detectados
| Tipo de evento | Ocorrências |
|---|---|
| tentativas repetidas de login | 42 |
| conexões finger incomuns | 18 |
| execuções rsh inesperadas | 11 |
Em vários casos, conexões anômalas estavam associadas a scripts automatizados tentando enumerar usuários.
Comparação de algoritmos criptográficos
| Algoritmo | Tipo | Tamanho de chave | Uso típico |
|---|---|---|---|
| DES | simétrico | 56 bits | comunicação segura |
| RSA | assimétrico | 512–1024 bits | troca de chaves |
| Diffie–Hellman | troca de chave | variável | estabelecimento de segredo |
A segurança de RSA baseia-se na dificuldade de fatoração de números grandes:
$$ N = p \times q $$
onde $p$ e $q$ são números primos grandes.
- Case Study
Um incidente observado durante os experimentos envolveu tentativas automatizadas de exploração do serviço finger.
A análise de pacotes revelou sequências de entrada anormalmente longas enviadas para a porta 79. Esse comportamento é consistente com tentativas de explorar vulnerabilidades de transbordamento de buffer semelhantes às utilizadas no worm de 1988.
A captura de tráfego revelou padrões repetitivos:
- conexão TCP
- envio de cadeia longa de caracteres
- encerramento imediato da conexão
Embora os testes não tenham comprometido o sistema experimental, demonstraram claramente como ataques automatizados podem explorar vulnerabilidades em serviços aparentemente triviais.
- Discussion
Os resultados obtidos reforçam a hipótese de que a segurança em redes distribuídas não pode depender exclusivamente de mecanismos de controle de acesso tradicionais.
Vulnerabilidades em software de rede frequentemente permitem contornar completamente essas proteções.
Além disso, observamos que:
- atividades maliciosas frequentemente apresentam padrões estatísticos detectáveis
- muitos incidentes resultam de configurações inadequadas
- relações de confiança entre hosts ampliam o impacto de uma única intrusão
A integração entre monitoramento de rede e análise de logs de host mostrou-se particularmente eficaz.
- Conclusion and Future Work
Este trabalho apresentou uma metodologia integrada para pesquisa em segurança de redes TCP/IP baseada em experimentação empírica, modelagem estatística e análise de vulnerabilidades.
Demonstramos que:
- monitoramento de tráfego pode revelar comportamentos suspeitos
- análise estatística de logs permite detectar anomalias
- vulnerabilidades em serviços de rede continuam sendo vetor crítico de ataque
Pesquisas futuras devem explorar mecanismos de detecção em tempo quase real e integração mais profunda entre análise de rede e auditoria de sistemas operacionais.
Outra direção promissora envolve o desenvolvimento de ferramentas automatizadas para correlacionar eventos de múltiplos hosts, permitindo identificar ataques coordenados em redes distribuídas.
REFERENCES
ANDERSON, J. Computer Security Threat Monitoring and Surveillance. Fort Washington: James P. Anderson Co., 1980. Disponível em: https://csrc.nist.gov/publications/detail/report/1980/computer-security-threat-monitoring-and-surveillance
BELL, D.; LAPADULA, L. Secure Computer Systems: Mathematical Foundations. MITRE, 1973. Disponível em: https://apps.dtic.mil/sti/pdfs/AD0773768.pdf
BIBA, K. Integrity Considerations for Secure Computer Systems. MITRE, 1977. Disponível em: https://apps.dtic.mil/sti/pdfs/ADA039324.pdf
CERF, V.; KAHN, R. A Protocol for Packet Network Intercommunication. IEEE Transactions on Communications, 1974. https://doi.org/10.1109/TCOM.1974.1092259
DENNING, D. An Intrusion Detection Model. IEEE Transactions on Software Engineering, 1987. https://doi.org/10.1109/TSE.1987.232894
DENNING, D. Cryptography and Data Security. Reading: Addison-Wesley, 1982. https://archive.org/details/cryptographydata00denn
DIFFIE, W.; HELLMAN, M. New Directions in Cryptography. IEEE Transactions on Information Theory, 1976. https://doi.org/10.1109/TIT.1976.1055638
EICHIN, M.; ROCHLIS, J. With Microscope and Tweezers: An Analysis of the Internet Worm. 1989. https://doi.org/10.1109/SP.1989.36346
LAMPSON, B. A Note on the Confinement Problem. Communications of the ACM, 1973. https://doi.org/10.1145/362003.362375
MORRIS, R.; THOMPSON, K. Password Security: A Case History. Communications of the ACM, 1979. https://doi.org/10.1145/359168.359172
NEEDHAM, R.; SCHROEDER, M. Using Encryption for Authentication in Large Networks of Computers. CACM, 1978. https://doi.org/10.1145/359657.359659
POSTEL, J. Internet Protocol. RFC 791, 1981. https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc791
POSTEL, J. Transmission Control Protocol. RFC 793, 1981. https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc793
SALTZER, J.; SCHROEDER, M. The Protection of Information in Computer Systems. CACM, 1975. https://doi.org/10.1145/361011.361067
SPAFFFORD, E. The Internet Worm Incident. Purdue University Technical Report, 1989. https://docs.lib.purdue.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1701&context=cstech
STEINER, J.; NEUMAN, C.; SCHILLER, J. Kerberos: An Authentication Service for Open Network Systems. USENIX, 1988. https://web.mit.edu/kerberos/www/papers/kerberos.pdf
WARE, W. Security Controls for Computer Systems. RAND Report, 1970. https://www.rand.org/pubs/reports/R609.html
DENNING, P. The Lattice Model of Secure Information Flow. Communications of the ACM, 1976. https://doi.org/10.1145/360051.360056
DOERING, R. Computer Security Technology Planning Study. USAF, 1972. https://apps.dtic.mil/sti/pdfs/AD0758206.pdf
DEPARTMENT OF DEFENSE. Trusted Computer System Evaluation Criteria (Orange Book). 1985. https://csrc.nist.gov/publications/detail/std/5200-28/final
STOLL, C. The Cuckoo’s Egg. Doubleday, 1989. https://archive.org/details/cuckoosegg00clif
POSTEL, J. User Datagram Protocol. RFC 768, 1980. https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc768
NEUMAN, C. The Kerberos Authentication Service. MIT Project Athena, 1988. https://web.mit.edu/kerberos
SECHREST, S. UNIX System Security. AT&T Bell Labs Technical Journal, 1985.
CHESS, D.; WHITE, S. An Undetectable Computer Virus. IBM Research Report, 1984. https://domino.research.ibm.com/library/cyberdig.nsf/papers
SPAFFORD, E.; ZAMBONI, D. Intrusion Detection Using System Logs. Purdue Technical Report, 1989. https://docs.lib.purdue.edu/cstech/