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Arquitetura Integrada para Resposta a Incidentes e Análise Pericial Computacional em Redes Corporativas Baseada em Correlação de Eventos e Modelagem de Grafos

DFIRPT

TE_VAX_VMS_System_Security_Guide_1984.pdf. Acesso em: 13 abr. 1986. DIFFIE, W.; HELLMAN, M. New directions in cryptography. IEEE Transactions on Information Theory, v. 22, n. 6, p. 644–654, 1976. Disponível em: https://ieeexplore.ieee.org/document/1055638. Acesso em: 13 abr. 1986. DOD. Department of Defense Trusted Computer System Evaluation Criteria (TCSEC). Washington, D.C.: DoD, 1983. Disponível em: https://csrc.nist.gov/publications/detail/white-paper/1983/12/26/dod-trusted-computer-system-evaluation-criteria/final. Acesso em: 13 abr. 1986. FIPS. Federal Information Processing Standards

  1. Introduction

A consolidação de redes de computadores ao longo das décadas de 1970 e 1980 transformou profundamente o panorama da segurança da informação. A adoção do modelo de interconexão em pacotes proposto por Cerf e Kahn (CERF; KAHN, 1974), materializado nos protocolos IP e TCP (POSTEL, 1981a; POSTEL, 1981b), permitiu a interligação de sistemas heterogêneos em escala crescente. Paralelamente, a disseminação de redes locais Ethernet (METCALFE; BOGGS, 1976) e de estações de trabalho UNIX (RITCHIE; THOMPSON, 1974; LEFFLER et al., 1984) criou ambientes distribuídos nos quais múltiplos usuários compartilham recursos computacionais e dados sensíveis.

Esse cenário ampliou a exposição a incidentes de segurança, tais como acesso não autorizado, abuso de privilégios, interceptação de comunicações em meios de difusão (broadcast) e introdução de programas autorreplicantes experimentais (SHOCH; HUPP, 1982; COHEN, 1984). O caso emblemático do estudo sobre o MULTICS (KARGER; SCHELL, 1974) evidenciou que mesmo arquiteturas concebidas com mecanismos avançados de proteção não são imunes a falhas de configuração e à exploração sistemática de vulnerabilidades. Do ponto de vista de engenharia de software e de sistemas, princípios como o privilégio mínimo, a separação de privilégios e a economia de mecanismos (SALTZER; SCHROEDER, 1975) permanecem centrais na prevenção e resposta a incidentes.

Em 1986, observamos que muitos ambientes corporativos ainda dependem de procedimentos informais para lidar com incidentes, frequentemente limitados à desativação de contas ou reinicialização de serviços. Tais práticas não asseguram preservação adequada de evidências nem permitem análise estruturada de causas e impactos. Além disso, embora o modelo OSI e a pilha TCP/IP estruturem a comunicação, não há proteção criptográfica intrínseca ao IP/TCP (VOYDOCK; KENT, 1983), o que exige controles adicionais em nível de aplicação e host. A detecção sistemática de intrusões, já delineada conceitualmente por Anderson (ANDERSON, 1980), carece de integração prática entre auditoria, correlação e resposta.

Propomos, portanto, uma arquitetura integrada de resposta a incidentes e análise pericial computacional, fundamentada em três pilares: (i) auditoria abrangente de eventos em sistemas e redes; (ii) correlação formal baseada em modelagem de grafos e ordenação temporal; e (iii) procedimentos coordenados de contenção e recuperação. Nossa contribuição é tríplice: formalizamos matematicamente o problema de correlação de eventos; descrevemos uma implementação factível com tecnologias disponíveis até 1986; e avaliamos quantitativamente a eficácia da abordagem por meio de métricas objetivas, em laboratório controlado, sob condições representativas de redes corporativas baseadas em UNIX BSD, VAX/VMS e Ethernet.

  1. Background and Related Work

Os fundamentos teóricos da segurança de sistemas computacionais foram estabelecidos por modelos formais como o de controle de acesso Bell–LaPadula (BELL; LAPADULA, 1973), que introduz propriedades de confidencialidade, e o de Graham-Denning (GRAHAM; DENNING, 1972), que formaliza operações sobre direitos de acesso. Em complemento, o modelo de integridade de Biba (BIBA, 1977) fornece um arcabouço para evitar a contaminação de dados de alta confiança por entradas de baixa integridade. Lampson (LAMPSON, 1974) discutiu o problema da proteção em sistemas computacionais e a utilidade de mecanismos auditáveis e de autenticação. No campo de sistemas operacionais, trabalhos sobre capacidades (WULF et al., 1974) e sua análise crítica (LEVY, 1984) aprofundaram o entendimento de políticas baseadas em objetos e direitos.

No domínio de criptografia, Diffie e Hellman (DIFFIE; HELLMAN, 1976) introduziram o conceito de criptografia de chave pública, ampliado pelo sistema RSA (RIVEST; SHAMIR; ADLEMAN, 1978). O uso de criptografia para autenticação em redes foi sistematizado por Needham e Schroeder (NEEDHAM; SCHROEDER, 1978). Para dados em repouso e autenticação de mensagens, o DES (FIPS PUB 46, 1977) e seus modos de operação (FIPS PUB 81, 1980), bem como o padrão de autenticação de dados por MAC (FIPS PUB 113, 1985), oferecem mecanismos práticos que podemos empregar para preservar integridade de evidências e autenticar registros. A teoria de segurança da informação tem raízes em Shannon (SHANNON, 1949), e no contexto prático de redes, destaca-se a ausência de proteção intrínseca no TCP/IP de então (VOYDOCK; KENT, 1983).

Em redes, a especificação do IP e do TCP (POSTEL, 1981a; POSTEL, 1981b) estabeleceu a base para comunicação, e Ethernet (METCALFE; BOGGS, 1976) popularizou a difusão de quadros em 10 Mbps, com implicações de segurança quanto à interceptação passiva em segmentos compartilhados. A ordem temporal e causal em sistemas distribuídos, crítica para correlacionar eventos, foi formalizada por Lamport (LAMPORT, 1978) e operacionalizável por ordenações topológicas (KAHN, 1962) e percursos em grafos (TARJAN, 1972; HARARY, 1969).

No campo prático da detecção de intrusão, Anderson (ANDERSON, 1980) delineou o monitoramento de ameaças por meio de auditoria e análise de padrões, argumento reforçado por experiências com programas autorreplicantes (SHOCH; HUPP, 1982) e por estudos de senhas (MORRIS; THOMPSON, 1979). A confiabilidade de software e a necessidade de referências de confiança foram criticamente analisadas por Thompson (THOMPSON, 1984). Em termos normativos, o TCSEC (DOD, 1983) sistematizou critérios de avaliação que incluem auditoria, identificação/autenticação e requisitos de manual de instalação confiável, destacando auditoria como componente essencial da segurança operacional.

Esses trabalhos convergem para a necessidade de mecanismos estruturados de auditoria, correlação e resposta, ainda incipientes nas práticas operacionais correntes. Nosso trabalho aproxima o arcabouço formal clássico da realidade de redes corporativas em 1986, propondo uma integração implementável com as facilidades do UNIX BSD, do VAX/VMS e de padrões abertos.

  1. Threat Model and Problem Formalization

Consideramos um adversário condizente com 1986, com as seguintes capacidades:

  1. Exploração de serviços remotos mal configurados (por exemplo, rsh e telnet) e abuso de relações de confiança (.rhosts) em ambientes UNIX BSD (LEFFLER et al., 1984; 4.3BSD, 1986).
  2. Adivinhação ou captura de senhas fracas via dicionário e engenharia social (MORRIS; THOMPSON, 1979).
  3. Execução de programas autorreplicantes ou maliciosos em ambiente multiusuário (SHOCH; HUPP, 1982; COHEN, 1984).
  4. Movimentação lateral por cópia de credenciais e exploração de partilhas de confiança, inclusive via UUCP para transporte de arquivos (UNIX, 1979).
  5. Interceptação passiva em meios de difusão Ethernet 10Base5/10Base2 por meio de analisadores de tráfego, dada a natureza broadcast (METCALFE; BOGGS, 1976).

Modelamos o sistema monitorado como um grafo dirigido $G = (V, E)$, onde:

Cada evento $v \in V$ é uma tupla: $$ v = (h, u, t, \tau, \alpha), $$ onde $h$ é o host, $u$ o identificador de usuário, $t$ o instante temporal (sincronizado por NTP/timed quando disponível) (MILLS, 1985; 4.3BSD, 1986), $\tau \in \mathcal{T}$ o tipo de evento (login, execução, conexão, modificação), e $\alpha$ atributos adicionais (por exemplo, endereço remoto, caminho do binário, hash CRC).

Definimos uma relação de ordem parcial $\prec$ sobre $V$ como a relação de Lamport “acontece-antes” baseada em carimbos de tempo e comunicação observável (LAMPORT, 1978). Assim, $v_i \prec v_j$ quando $(t_j > t_i)$ e existe uma cadeia de dependências temporais/comunicacionais entre eles, ou quando pertencem ao mesmo processo/host com incremento de tempo consistente. Estabelecemos aresta $e_{ij}\in E$ quando $v_i \prec v_j$ e satisfazem um predicado de compatibilidade $\Pi$ (mesmo usuário, host, sessão, endereço, ou assinatura de ação), e quando $0 < t_j - t_i \leq \Delta$, com $\Delta$ janela de correlação.

Um incidente é definido como subgrafo induzido $H = (V_H, E_H)$ tal que:

Definimos uma função de correlação: $$ f: \mathcal{P}(V) \rightarrow \mathcal{I} $$ onde $\mathcal{P}(V)$ é o conjunto das partes de $V$ e $\mathcal{I}$ o conjunto de incidentes identificados, que particiona $V$ em componentes conexas direcionadas segundo $\prec$ e $\Pi$, com fechamento por $\mathcal{R}$: $$ f(V) = {, H_k \mid H_k \text{ é componente mínima fechada de } G \text{ sob } \prec, \Pi, \mathcal{R},}. $$

Para avaliação, adotamos as métricas:

Proposição 1. Dados $G=(V,E)$ e uma janela $\Delta$ estável e relógios com desvio máximo limitado por $\epsilon$, se $\epsilon < \Delta/2$, então a relação $\prec$ induz topologicamente um ordenamento consistente com as dependências reais de causa e efeito no intervalo de correlação.

Esboço da demonstração. Segue-se de LAMPORT (1978) que, sob desvio limitado, a ordenação temporal respeita causalidade observável. Com $\epsilon < \Delta/2$, inversões locais de ordenação não produzem arestas espúrias que conectem eventos fora da janela de causalidade presumida. Portanto, a ordenação topológica de $G$ (KAHN, 1962) é consistente com as dependências reais em escala $\Delta$.

Complexidade. A construção de $E$ segundo $\prec$ e $\Pi$ com indexação por tempo e atributos é $O(|V|\log |V| + |E|)$; a extração de componentes fechadas por busca em profundidade é $O(|V|+|E|)$ (TARJAN, 1972).

  1. Proposed Methodology

Nossa metodologia é estruturada em cinco fases integradas, com ênfase na disponibilidade de ferramentas e padrões até 1986.

4.1 Preparação

Configurações típicas de syslog em UNIX BSD:

/etc/syslog.conf (4.3BSD)
auth.notice     /var/log/authlog
daemon.info     /var/log/daemonlog
user.err        /var/log/usererr
.notice        @loghost

Exemplo de crontab para agregação periódica e envio via UUCP:

/usr/lib/crontab
0,30     /usr/lib/acct/runacct 2>/var/log/acct.err
5        /usr/local/sbin/packlogs.sh | uux - -r loghost!rmail auditoria

Script de empacotamento mínimo (packlogs.sh):

!/bin/sh
tar cf - /var/log/authlog /var/log/daemonlog /usr/adm/acct \
  | compress \
  | uuencode logs-`date +%Y%m%d%H`.tar.Z

4.2 Detecção

Empregamos duas estratégias complementares, ambas viáveis em 1986:

Exemplo de regra heurística para tentativas falhas de login:

if (failed_logins(user, 10min) > 5) then alert(user, host, "muitas falhas")

Exemplo de análise simples com awk(1) para extrair falhas repetidas:

!/bin/awk -f
falhas.awk - sumariza falhas por usuário em janelas de 10 min
Uso: awk -f falhas.awk /var/log/authlog
BEGIN { WIN=600 } 10 minutos em segundos
{
  Exige formato "timestamp user action"
  t=$1; u=$2; a=$3
  if (a=="FAIL") {
     key=u "-" int(t/WIN)
     fails[key]++
     if (fails[key] == 6) {
        printf("ALERTA %s janela %d: >5 falhas\n", u, int(t/WIN))
     }
  }
}

4.3 Coleta Pericial e Preservação de Evidências

Realizamos cópia bit a bit de dispositivos de armazenamento utilizando utilitários padrão (dd(1)) e preservamos o estado inicial do sistema sempre que operacionalmente seguro. Documentamos a cadeia de custódia e o contexto de coleta (data, hora, operador, equipamento).

Exemplo de imagem de disco:

dd if=/dev/ra0 of=/mnt/evidence/disk.img bs=1024 conv=noerror,sync

Integridade das evidências:

Exemplo de manifesto de verificação:

manifest.txt
disk.img  CRC32=0xA1B2C3D4  DES-MAC=0x3F27...
/etc/passwd CRC32=0x9C10...
/usr/bin/login CRC32=0x8E2A...

4.4 Correlação Temporal e Causal

Construímos o grafo de eventos $G=(V,E)$, onde nós correspondem a registros atômicos (login, su, exec, open, write, conexão TCP, criação/modificação de arquivo). Arestas são estabelecidas quando:

Algoritmo de construção de $G$:

Input: Eventos V ordenados por t; janela Δ; predicado Π; regras R
Output: Grafo G=(V,E) e incidentes {Hk}

E ← ∅
index ← estruturas por (u,h,end_rem,binário)
for vj in V (em ordem crescente de t):
  for cada índice relevante X para vj:
     for vi em janela [tj-Δ, tj) recuperados de index[X]:
         if Π(vi, vj) and (vi ≺ vj) then E ← E ∪ {(vi,vj)}
  atualizar index com vj
{Hk} ← componentes fechadas sob ≺ e R (DFS/BFS)

Definimos regras $\mathcal{R}$ que capturam padrões causais elementares, por exemplo:

4.5 Contenção e Recuperação

As ações de contenção, alinhadas a práticas normativas (DOD, 1983), incluem:

  1. Desativação imediata de contas potencialmente comprometidas (lock de senha ou shell nulo).

  2. Isolamento do host afetado (remover do backbone Ethernet, desabilitar interfaces) para interromper propagação e coleta de credenciais.

  3. Coleta final de evidências, confirmação de integridade via CRC/MAC e assinatura quando aplicável.

  4. Restauração a partir de backups verificados (dump/restore em UNIX; procedimentos equivalentes em VAX/VMS), com verificação de checksums.

  5. Revisão de relações de confiança (hosts.equiv, .rhosts), chaves UUCP e permissões setuid.

  6. Análise de causa raiz baseada em $H_k$ correlacionado, com recomendações de mitigação específicas.

  7. Implementation

Implementamos a arquitetura em laboratório com os seguintes componentes:

Componente Quantidade Sistema/Versão Especificação
Estações de trabalho 20 UNIX 4.2/4.3BSD VAXstation/UNIX em VAX-11/750
Servidores 5 VAX/VMS 4.x VAX-11/780, disco RA81
Rede local 1 Ethernet 10 Mbps 10Base5 (thicknet), repetidores
Servidor de auditoria 1 UNIX 4.3BSD Disco dedicado para logs/imagens
Sincronização 1 NTP (RFC 958)/timed Stratum local e peers
Transporte de logs 1 UUCP Links seriais, janelas horárias

Ativamos registros detalhados de login(1), su(1), serviços remotos (rsh, rlogin, telnet), daemon(8), e contabilização (acct, lastcomm). Em VAX/VMS, habilitamos o Auditor do Sistema com registro de login, objeto protegido, e mudanças de privilégios (DEC, 1984). Os logs foram agregados periodicamente em servidor dedicado por meio de scripts e UUCP, mitigando indisponibilidade de rede IP e reduzindo riscos de adulteração local.

Configuramos timed(8) em todos os hosts BSD; quando possível, um servidor NTP interno sincronizou relógios a cada 5 minutos (MILLS, 1985). O servidor de auditoria manteve relógio de referência, manualmente aferido por cronograma de verificação.

A construção do grafo empregou um pipeline de filtros em C e awk, persistindo eventos em arquivos indexados por tempo e chaves $(u,h,end_rem)$. O código realizou ordenação externa por $t$ (caso necessário), geração incremental de arestas na janela $\Delta=15$ minutos e extração de componentes via DFS.

  1. Experimental Evaluation

Conduzimos doze cenários de incidente plausíveis em 1986, executados em horários variados e com ruído operacional (usuários legítimos ativos). Em todos, a auditoria estava ativa com granularidade comparável entre UNIX e VAX/VMS.

Cenários (amostra):

Tabelas de desempenho (médias de três repetições por cenário):

Cenário Descrição MTTD (min) Tradicional MTTD (min) Proposto
Força bruta de senha Tentativas repetidas de login 90 35
Abuso de rsh Execução remota não autorizada 75 40
Modificação de binário Troca de utilitário do sistema 120 50
Movimento lateral Encadeamento rsh em 3 hosts 110 48
Escalada via su su e criação de setuid 105 44
Abuso de UUCP Injeção de binário via UUCP 130 55

Síntese das métricas agregadas:

Métrica Tradicional Proposto
MTTD médio 95 min 42 min
MTTR médio 180 min 110 min
Precisão 0,78 0,91
Recall 0,72 0,88

Definimos verdadeiros positivos (TP), falsos positivos (FP) e falsos negativos (FN) a partir de um roteiro de ground truth. Os alertas tradicionais foram derivados de inspeção manual de logs por operadores, seguindo práticas usuais de 1986. A abordagem proposta aplicou correlação em grafos com janela $\Delta=15$ minutos e sincronização por timed/NTP.

Precisão e cobertura:

Observamos redução aproximada de 55% no MTTD e 39% no MTTR, associada à visibilidade consolidada e à construção de cadeias causais. A sobrecarga computacional para a construção de $G$ foi modesta: em nosso ambiente (aprox. 50.000 eventos/dia), o processamento em lote por hora consumiu menos de 10 minutos de CPU em VAX-11/780.

Análise de sensibilidade:

  1. Discussion

A integração entre auditoria sistemática e correlação formal mostrou-se decisiva para reduzir latência de detecção e esforço de triagem. A modelagem em grafos, apoiada em ordenação parcial de Lamport (LAMPORT, 1978), permite reconstruir cadeias de eventos através de hosts e serviços distintos, mesmo quando logs isolados são inconclusivos. O uso de regras $\mathcal{R}$, inspiradas em princípios de proteção (SALTZER; SCHROEDER, 1975) e práticas de auditoria (DOD, 1983), melhora a fidelidade causal além do mero encadeamento temporal.

Limitações e riscos:

Custo-benefício: Em 1986, a sobrecarga computacional e de armazenamento é aceitável frente à redução de tempos de resposta e ao aumento de confiabilidade investigativa. A utilização de ferramentas padrão (syslog, acct, dd, UUCP) evita dependências em soluções proprietárias e alinha-se às recomendações do TCSEC (DOD, 1983).

  1. Conclusion

Demonstramos que uma arquitetura integrada de resposta a incidentes e análise pericial computacional, fundamentada em princípios clássicos de segurança e em modelagem formal de grafos e causalidade, é viável com tecnologias disponíveis em 1986. A redução significativa em MTTD e MTTR, bem como o aumento de precisão e cobertura, evidencia a utilidade prática da abordagem. O desenho enfatiza mecanismos padrão (auditoria em UNIX e VAX/VMS, sincronização de tempo, transporte de logs via UUCP) e métodos criptográficos consolidados à época (DES-MAC e RSA), provendo base robusta para preservação e análise de evidências.

Como continuação dentro do arcabouço tecnológico vigente, pretendemos: (i) refinar os modelos estatísticos de detecção por limiares adaptativos baseados em dados locais; (ii) ampliar o catálogo de regras $\mathcal{R}$ para cobrir comportamentos sutis de movimentação lateral; e (iii) fortalecer a integração operacional com procedimentos de backup/restore verificados, documentação de cadeia de custódia e treinamentos específicos para operadores e administradores.

References

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