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Por Jornal Nacional


Medidas de proteção dos celulares se tornam mais importantes com aumento dos casos de roubo

Medidas de proteção dos celulares se tornam mais importantes com aumento dos casos de roubo

O roubo do celular provocou um estrago tão grande na vida bancária da Ludmilla Soeiro, que há cinco meses ela tenta reorganizar as contas. O aparelho estava desbloqueado quando foi levado pelo ladrão.

“Eles entraram em todas as minhas contas, todas. De email; trocaram todas as senhas, todas as senhas do banco, de todos os bancos”, relembram.

Esse tipo de crime já fez vítimas em todos os cantos do Brasil. Muita gente passou a adotar cuidados básicos, como não falar no celular na rua, por exemplo. Mas existem mecanismos de segurança que o próprio aparelho de celular oferece, independentemente da marca ou do modelo e que vale a pena aprender.

“É muito importante a pessoa se preocupar, ir lá nas funções de privacidade e segurança de cada aparelho e configurar tudo que precisa ser configurado”, alerta Hiago Kin, presidente da Associação Brasileira de Segurança Cibernética.

A primeira dica do especialista é reduzir o tempo em que a tela fica desbloqueada para dificultar o acesso do bandido a todos os dados.

“Ele está pronto, treina para isso. Alguns segundos e, em 3 minutos, já conseguiu acessar o aparelho, limpar conta, acessar os dados pessoais da vítima e aplicar os golpes a partir daí. Muito importante manter o aparelho bloqueado por PIN e biometria o mais breve possível de segundos: 30 segundos, 5 segundos, dependendo do fabricante”, orienta.

Na maioria dos celulares, existe uma janela que desce mesmo quando o celular está bloqueado. Para aumentar a segurança, é necessário desativar essa janela.

“Bloquear a janela de notificações do aparelho, para evitar que os criminosos façam ativação da função avião do celular e evitem que o aparelho seja bloqueado remotamente pela vítima e também localizado”, explica.

Outro passo importante é ativar a segurança em duas etapas de todos os aplicativos, principalmente de bancos e de mensagens. Com esse tipo de segurança, na hora em que o usuário vai abrir o aplicativo, aparece um pedido de senha ou checagem da identidade, pela digital ou pelo rosto.

“Tendo essa biometria ativada, o usuário não consegue acessar as mensagens, nem aplicar golpes a partir dessa abertura”, afirma.

O especialista orienta inserir a palavra "senha" na busca do aplicativo de mensagens e apagar todas as vezes em que a informação aparecer.

“Sempre que mandar algum documento, uma senha, uma informação por mensagem, deleta a mensagem, verifica se na memória do aparelho também não ficou salvo algum documento, algum dado pessoal importante lá”, diz.

Um aparelho para ser usado só em casa também pode ajudar: “Instalar aplicativos de banco nesse aparelho e fazer as movimentações de PIX, as transações bancárias nesse aparelho que fica em casa; e o aparelho que leva para a rua, atual, não ter nenhum tipo de aplicativo bancário”.

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